Redação
A onça-pintada que matou o caseiro Jorge Ávalo, de 60 anos, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, segue em reabilitação no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), em Campo Grande (MS). De acordo com o boletim veterinário mais recente, divulgado nesta terça-feira (13), o animal apresenta quadro de saúde estável e está se alimentando normalmente.
O felino, um macho adulto de 94 quilos, foi capturado após o ataque e está sob cuidados intensivos da equipe técnica do CRAS. Apesar da recuperação satisfatória, a onça não será devolvida à natureza. Segundo os profissionais do centro, o animal possui problemas de saúde preexistentes que inviabilizam sua reintegração ao habitat natural.
A onça deve ser transferida nos próximos dias para outro local, ainda não informado pelas autoridades. O centro informou que o destino será adequado às necessidades do animal e seguirá critérios técnicos de bem-estar e segurança.
O caso ocorreu em abril, em uma área rural próxima ao Rio Paraguai. A vítima, que trabalhava como caseiro em uma propriedade da região, foi atacada enquanto realizava atividades de rotina. A onça foi localizada por equipes ambientais dias depois e capturada com o uso de dardos tranquilizantes.
A permanência em cativeiro é uma medida comum adotada em situações em que o animal representa risco à população ou não tem condições de sobrevivência em liberdade, segundo especialistas do CRAS.
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